Ben Hur (1959)

Porque os críticos têm chamado Ben Hur de “o maior dos clássicos épicos bíblicos de Hollywood”? E por que o American Film Institute (AFI) lista Ben Hur entre os 100 melhores filmes americanos?

Ben Hur é considerado um dos maiores épicos bíblicos por várias razões. Dentre essas destaco apenas três: cinematografia, teologia e bilheteria (box office).

Cinematografia

Ben Hur é considerado um dos melhores filmes já produzidos por Hollywood. Isso se conclui facilmente quando se considera os recursos cinematográficos existentes em 1959 e a maneira como foram utilizados no filme.  A qualidade da fotografia e uso das cores no filme se diferenciam em muito de outras produções da mesma época. 

O filme explora eficazmente a estória, o som e o visual. Além da excelente atuação dos atores, Ben Hur também possui um excelente desenvolvimento da estória,  conflitos e resoluções que prendem a atenção do espectador. Embora o ritmo do filme pareça muito lento para nossos dias, ele consegue transmitir mensagens de maneira inteligente e simbólica. Por exemplo, na cena em que Judah Ben Hur é levado cativo para Roma, Jesus aparece dando-lhe água. Quase no final do filme, é  Ben Hur quem oferece água a Jesus.

Fonte: CBN.com

Teologia

Em Ben Hur, Jesus não é o personagem principal da estória, contudo em alguns momentos ele é destacado. Essas representações são todas feitas de maneira muito cuidadosa e respeitosa. A face de Jesus não é destacada e cenas como sua crucificação são emolduradas por rigor e solenidade. A reverência na apresentação de Jesus foi considerada por Tatum (2013 ) como uma das razões para o filme receber apoio de protestantes e católicos.

Bilheteria

Ben Hur recebeu variadas premiações a que poucos filmes conseguiram se igualar. Embora seu custo de produção tenha sido elevado, o retorno do investimento foi significativo para os filmes da mesma época.

Conclusão

O ponto que considero mais importante em Ben Hur é a maneira positiva e reverente como ele apresenta a Jesus. Como ponto negativo entendo que o fato de Jesus não ser o personagem central do filme, o foco religioso e espiritual é perdido na maior parte do filme. Ainda assim filme apresenta importantes lições e reflexões morais.  


Lang, J.S. (2007). The Bible on the big screen: A guide from silent films to today’s movies. Grand       Rapids, MI: Baker Books. ISBN-13: 978-0801068041

Lindvall, T. & Quicke, A. (2011). Celluloid sermons: The emergence of the Christian film industry,    1930-1986. New York: New York University Press. ISBN-13: 978-0814753248

Tatum, W.B. (2004). Jesus at the Movies: A guide to the first hundred years 3rd edition. Farmington,            MN: Polebridge Press. ISBN-13: 978-1598151169

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